Travar as interferências<br>da UE
Numa intervenção proferida no dia 6 no Parlamento Europeu, sobre as interferências da União Europeia em Portugal, João Ferreira, deputado do PCP, salientou que foi «a luta dos trabalhadores e do povo português», travando «um caminho contrário à marcha da história», que derrotou o anterior executivo PSD/CDS, um «governo que aplicou diligentemente as vossas orientações».
Dirigindo-se a Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, a Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu (BCE) e «companhia», João Ferreira lembrou que foi pela luta que «conseguimos», entre outras medidas, a eliminação dos cortes salariais na Administração Pública; o aumento do salário mínimo nacional; a redução de taxas moderadoras na saúde; o reforço das prestações sociais, com o aumento dos abonos de família, Complemento Solidário para Idosos e Rendimento Social de Inserção; o descongelamento das pensões; a eliminação da sobretaxa do IRS sobre os trabalhadores em geral; a gratuitidade progressiva dos manuais escolares.
Na passada semana, destacou, «foi reposto o horário das 35 horas na Administração Pública». «Tudo isto é pouco, apesar de importante. Falta muito mais. E vamos conseguir muito mais», perspectivou, sublinhando que Portugal é «um País com mais de 800 anos de história e com um povo zeloso da sua independência», que vai «escrever por suas mãos o seu destino». «Ponham as barbas de molho», concluiu.